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Aqui estão os destaques desta edição. >> Matérias - A dança de salão em festivais de todos os tamanhos para todos os gostos; Louise Lecavalier no Brasil e a volta da Quasar com "só tinha que ser com você". >> Colunistas - Caminada se despede de Halina Biernacka e Marília Franco: Leonel Brum e a demanda de mercado; Valério Césio conta o que foi a temporada 2005 do American Ballet Theatre.
Edição 71 - Mar e Abr de 2006
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A dança e a mídia

As iniciativas em dança se multiplicam, acontecem por todo país, apesar das dificuldades, da falta de patrocínio, do descaso público.
Corajosos, novatos ou experientes profissionais, se aventuram, na difícil tarefa de produzir, divulgar e realizar suas propostas artísticas. Temos hoje um número significativo de pequenas audições, festivais regionais, encontros e ainda iniciativas mais ambiciosas com formatos sofisticados, intercâmbios internacionais, concursos etc.

A divulgação é imprescindível para o sucesso desses empreendimentos, mas a mídia tradicional (jornais, revistas, tvs e rádios) é, normalmente, pouco receptiva aos pequenos ou novos eventos e a veiculação paga tem preços proibitivos, inviáveis para a maioria dos orçamentos dessas produções.

Há de se entender que jornais, revistas, tvs são, antes de tudo, empresas comerciais e por isso, tem espaço limitado para divulgações gratuitas e priorizam “notícias”.

Em entrevista à revista “Veja”, o empresário Sílvio Santos definiu, sem meias palavras, o que norteia a mídia, ao ser questionado sobre o papel dos meios de comunicação como divulgadores de cultura: "Temos de dar ao povo o que o povo quer. Se for samba, será samba. Se for mulher com pouca roupa, será mulher com pouca roupa" e mais a frente complementa "(....) Quem fala é o número. Quem dá ibope pode mostrar o que quiser". E dança, na visão do mercado, não vende, não dá ibope, não interessa.
Mas o povo realmente não quer dança? Uma rápida busca no Google ou um passeio nas comunidades do Orkut mostram o contrário: o público de dança é grande: alunos, professores, profissionais e público em geral todos ávidos por espetáculos, bailes, palestras etc. Buscam cultura, ensino e diversão.
A força dos grandes veículos é indiscutível - a dança de salão estar em evidência no quadro “Dança dos Famosos” (não vamos aqui entrar na discussão técnica do programa) já deve ter influenciando o número de matrículas nas escolas e academias. Sempre que um evento, espetáculo ou profissional ganha espaço nos grandes jornais e tvs é garantia de retorno, de público.

Nomes consagrados e grandes produções contam com bons orçamentos e fazem eficientes planos de marketing e, logicamente, têm espaço garantido na grande mídia. Não podia ser diferente. Mas o que fazer com as novas propostas e os empreendimentos importantes que ainda não tem projeção? A grande maioria fica restrita ao boca-a-boca - o que não é suficiente para viabilizar e manter empreendimentos de maior porte.
E esse é o grande desafio dos produtores: conseguir espaço. Muita criatividade, lançar mão de mídias alternativas como panfletos e faixas; coligações, parcerias, trocas, vale tudo, tudo mesmo, para conseguir visibilidade.

A mídia especializada, em geral projetos de empreendedores comprometidos com seu setor, apresenta-se como uma resposta importante a essa demanda, visto que procura valorizar a qualidade, oferecer oportunidade aos estreantes além de acompanhar as inovações e exigências do mercado, criando sítios, lançando informativos eletrônicos e buscando sempre ampliar a área de alcance de suas versões impressas para atrair mais público e participantes.

E é assim que entendemos nosso papel como jornal – divulgador de cultura e espaço democrático para a dança. A matéria “os festivais” é um pouco disso: uma coletânea de eventos de variados tamanhos, intenções e formatos, para todos os públicos e todos os gostos. É hora de comparecer, prestigiar e dançar!

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